sábado, 20 de agosto de 2011

Ausência

     O meu maior refúgio é sem dúvida a escrita. Não sei como seria a minha vida se não possuísse o conhecimento da escrita e o dom de passar sentimentos a papel, porém já faz algum tempo que não escrevo. Há uns tempos atrás, o mundo teria desabado se interrompe-se a escrita, no entanto, quando nos queremos proteger a qualquer custo, acabamos por nos esquecer de viver. Acomodamo-nos ao nosso refugio, onde ninguém tem o poder de nos magoar, ode possuímos o controlo de todas as situações e somos nós quem dita os acontecimentos, e isto dura uma eternidade. No entanto, um dia percebemos que não estamos a viver no mundo real, mas sim num mundo imaginário criado na nossa mente, onde não existe sofrimento.
     Apesar de tudo o que se passou, a vida ensinou-me que sofrer nem sempre tem impactos negativos no nosso percurso e que tudo acontece por uma razão. Saí do refúgio, passo a passo, e quando cheguei cá fora não possuía controlo de nada e isso nem sempre é mau. No passado, havia planeado tudo e nada saiu como eu queria e agora que saí de um refúgio, onde me mantinha a mim própria em cativeiro, descobri que quanto menos controlo temos mais perfeitas as coisas de tornam. E assim foi. Abandonei o meu refúgio e, sem estar à espera, ali estava ele de braços abertos para me receber, como havia desejado no passado.
     A escrita é uma parte de mim, porém faz falta deixar de dar pisadelas no papel e começar a dar pequenos passos no mundo real.

NÃO ESCREVI, VIVI!


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