Vejo-me obrigada a confessar que nunca te dei o devido valor. Não fui totalmente honesta contigo, não te disse o que realmente o meu coração sentia por ti; e agora, tu partiste.
O teu simples toque, quando passavas com as tuas mãos calorosas na minha pele, tornava-me especial e por um momento eu era capaz de recuperar a minha inocência e a minha esperança face ao desconhecido, ao qual chamo vida. Lembro-me de me sentir segura quando me envolvias nos teus braços e sussurravas ao meu ouvido doces palavras acompanhadas pelo devido gesto de carinho. Ficava nos teus braços tempo sem fim, enquanto davas leves beijos na minha testa e escondias o teu rosto no meu pescoço.
O teu simples toque, quando passavas com as tuas mãos calorosas na minha pele, tornava-me especial e por um momento eu era capaz de recuperar a minha inocência e a minha esperança face ao desconhecido, ao qual chamo vida. Lembro-me de me sentir segura quando me envolvias nos teus braços e sussurravas ao meu ouvido doces palavras acompanhadas pelo devido gesto de carinho. Ficava nos teus braços tempo sem fim, enquanto davas leves beijos na minha testa e escondias o teu rosto no meu pescoço.
Estavas sentado e eu estava deitada com a minha cabeça sob o teu colo, e foi nesse momento que senti o doce toque dos teus dedos sob os meus lábios, perdoa-me a franqueza, mas foi nesse momento que me fizeste sentir insegura e assustada. Puseste a tua mão sob o meu rosto de modo a segurá-lo para que eu não o pudesse desviar. Inclinas-te o teu rosto sob o meu, de modo a que os teus lábios tocassem nos meus...porém eu desviei o meu rosto.
Naquele momento, entrei em pânico. Não sabia como reagir ao sucedido, no fim de contas era contigo que falava sobre os assuntos do coração, e foi naquele momento que percebi que eu era o assunto do teu coração. A mágoa tomou conta de mim, quando finalmente olhei-te nos olhos e percebi o quanto eras importante e que se hás uns minutos atrás, eu não me tivesse desviado, teria sido aquele o nosso momento perfeito.
E foi então, que a minha mente e o meu coração se uniram e traíram-me. Os seus expressivos e brilhantes olhos azuis apoderam-se de mim, apesar da sua ausência física no momento, na minha mente ele encontrava-se bem presente e percebi que no meu subconsciente, fora por ele que não fui capaz de te beijar.
Era ele a razão da minha dor interior, do meu isolamento e a da minha apatia. Foi, numa tentativa falhada de aliviar a dor interior, que comecei a fumar. Foi inútil, pois só aliviava enquanto o cigarro estava aceso.
Hoje arrependo-me de não te ter beijado naquela tarde, mas por outro lado, se eu te amasse, estaria arrasada por teres partido e, no entanto, estou arrasada por ele não me desejar. Ter uma relação contigo era puro egoísmo da minha parte, era tentar preencher e aliviar a ferida que se formou no meu coração. Se eu tivesse contigo agora, provavelmente acabaria tudo e mais grave, tu sairias deveras magoado. No fim de contas foi melhor assim.
Desejo-te a maior felicidade e estou orgulhosa de ti, porque ao contrário de mim, lutas-te e saíste desta teia de conflitos e sentimentos reprimidos; tiveste coragem para seguir com a tua vida em frente, enquanto eu continuo-o a amar quem não me ama.
Custou-me ver-te partir, mas não poderias ter tomado melhor decisão, mereces melhor que eu.

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