sexta-feira, 10 de junho de 2011

Who I Am

     Palavras antigas são relembradas, memórias surgem do desconhecido, actos são reflectidos e atitudes são avaliadas, resumindo, a vida põe-nos à prova. Castiga-nos, obrigando a olhar-mos para trás e ver-mos, agora da parte exterior das situações, as nossas atitudes mal tomadas, os actos errados e más decisões.
     E, ali estava eu. Deitada no pequeno espaço de relva junto do pequeno lago tranquilo e confidente, a reviver tudo o ficou para trás. Aproximei-me do lago em jeito de ver o meu reflexo na água, mas em vez disso, comecei a ver o reflexo da minha alma. Era complexa, desarrumada e misteriosa. Olhei um pouco mais, e encontrei o meu passado reflectido na água. Foi surgindo lentamente sob os meus olhos, e no momento em que comecei a ler, o meu mundo desabou. Vi a minha alma, e nesse momento fiquei perplexa.
      Ter uma aparência banal não faz parte de mim, não sei falar baixo, refilo muito, por vezes exijo aquilo que não posso dar, mas principalmente, a minha mente é um caminho para o desconhecido sem qualquer luz a indicar uma única direcção. A minha mente nunca pára de pensar, de tentar acertar na próxima palavra, no próximo movimento, na próxima acção; descobri que a única forma que tenho de a acalmar é juntando todos os meus pensamentos, criando uma vida parelela dentro de mim. Não o faço por querer, mas sim por necessidade e é uma maneira de não me sentir sozinha.
      Sou diferente, e as pessoas não aceitam isso, então vivo neste meu mundo paralelo onde sou aceite e não sou julgada. Porque todos os dias, sinto-me excluida e apontada por não ser como todos os outros. Tenho pena de não ser aceite, mas no fundo compreendo: não é fácil sermos rostos destacados no meio da multidão.
      Duas lágrimas escorrem-me pelo rosto, a sensação era estranha há algum tempo que não senti as lágrimas escorrer pelo meu rosto. Há tempo suficiente para me ter esquecido da sensação.
       Abro os olhos sobresaltada e olho para a frente. Tranquilizo de imediato, era apenas o lago. Olho fixamente para o lago, e o que vejo? O caminho para a descoberta do desconhecido na minha mente...   

  

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